Tipos de vasos: conhecendo os materiais diferentes

Gabi Pastro, herbalista

No nosso penúltimo post, escrevemos sobre como escolher a dimensão do vaso. Hoje iremos falar dos principais tipos de materiais desses recipientes.

A escolha, nesse caso, é muito pessoal. Cada material tem suas vantagens e desvantagens. Confira.

Plástico: um dos materiais mais presentes nas hortas e jardins. Sua grande vantagem é a leveza, porém tem um tempo de vida mais curto que o de barro e metal. Ele acaba esquenta com facilidade e, por consequência, esquenta a terra e a raiz da planta. É nessa categoria que temos os vasos auto irrigáveis que estão tão comuns hoje em dia. Podem desbotar, dependendo do grau de exposição ao sol.

Barro: segundo material mais comum nas hortas e jardins (meu preferido 💛). Possui alta durabilidade, porém é mais pesado que os demais. Possui outras vantagens, como o manter uma temperatura levemente constante e ser poroso, ou seja, permitir que um pouquinho de ar e água entre e saia de suas paredes. Quando cresce musgo em suas laterais ficam ainda mais lindos.

Metal: mais comum na forma de cachepô, porém diversas pessoas usam como vaso ao furar em baixo. Diversos vasos de material reutilizado estão aqui também, como panelas, regadores e latas. São bem ornamentais e dão cor e textura únicas no paisagismo. São muito bonitos, porém é um dos menos indicados, pois eles esquentam demais e acabam inibindo o desenvolvimento perfeito das raízes.

Tecido: aqui temos diversos tipos de materiais, como de PET reutilizado, material náutico, entre outros. Como são de material drenável por todo o corpo, não é necessário fazer drenagem, uma ótima vantagem. São levíssimos e muito ornamentais. São ideais para quando se deseja cultivar tubérculos, bulbos, raízes tuberosas e rizomas (saiba mais no penúltimo post). Dependendo do material do tecido, podem ter vida útil mais curta de todos os demais.

 

 

Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo
(11) 2631-4915
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Sabor de Fazenda no Sesc Consolação

Plantar, cultivar e colher ervas, hortaliças e temperos em casa é algo muito prazeroso, além de nos reconectar com a natureza e trazer sabor e saúde ao nosso dia a dia. A oficina dá dicas de como começar uma horta a partir de sementeira e propágulos de vegetais que vão da cozinha para a horta, por exemplo: batata doce, gengibre, abacate; ensina como reconhecer 25 espécies de ervas, hortaliças e temperos e como usá-los na culinária e na manutenção da saúde; como cultivar uma pequena horta com sucesso (tipos de vasos, sol, rega e adubação).

 

Datas (2 oficinas independentes): 

24 de maio das 14h30 as 17h30

28 de maio das 18h30 as 21h30

Coordenação: Sabrina Jeha, geógrafa e herborista da Sabor de Fazenda Ervas e Temperos.

Inscrição: retirada de Ingressos na Central de Atendimento 1 hora antes de cada oficina. Vagas limitadas.

Local: Sesc Consolação – Sala Delta (7º andar).

 

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Como escolher o tamanho dos vasos de plantio?

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Por Gabi Pastro, herbalista

Se você tem espaço reduzido e sem terra, a escolha do recipiente de plantio é um ponto crucial para o sucesso do desenvolvimento da planta. É importante que você saiba como essa planta fica quando adulta, ela é um arbusto? Uma árvore? Tem crescimento rasteiro ou é trepadeira?

Quando falamos de um jardim de ervas a maioria das plantas são de porte pequeno a médio, dificilmente temos plantas arbóreas (árvores), a exceção mais importante é o louro, o qual pode chegar a 12 metros de altura quando plantados diretamente no chão.

Bom, vamos lá…separei a escolha dos vasos de acordo com o porte e crescimento da planta.

  • Plantas arbóreas ou arbustivas de grande porte, como o louro e espinheira santa: vasos com profundidade a partir de 50 cm.

  • Plantas arbustivas, como manjericão, sálvia, alecrim e lavanda: vasos de no mínimo 20 cm de altura.

  • Plantas rasteiras, como morango, hortelã, tomilho, orégano, segurelha e manjerona: vasos do tipo bacia, de boca larga, e a partir de 15 cm de profundidade. Dessa forma, conseguirão se espalhar melhor. Pode ser também jardineiras/floreiras, porém elas se espalham menos.
  • Plantas trepadeiras, como feijão borboleta e guaco: vasos a partir de 20 cm de profundidade, porém com presença de tutor, treliça ou outro material para que possam se apoiar e subir.

  • Plantas que tenham produção expressiva de raízes, rizomas e tubérculos, como cúrcuma, gengibre, batata doce e batata comum: sacos de plantio a partir de 30 cm de profundidade. Dessa forma, quando essas estruturas subterrâneas começarem a crescer, elas não terão a resistência de algo rígido, como um vaso de barro ou plástico.

Observação: os tamanhos citados acima são os ideais para haver uma boa produção, seja de folhas, frutos, flores ou partes subterrâneas. É possível plantar em recipientes menores que esses, porém você terá menor produção/colheita.

Semana que vem falaremos sobre os tipos de materiais que um vaso pode ser feito e quais seus benefícios.

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Próximos cursos no viveiro

É com muita alegria que compartilhamos com vocês os próximos cursos que teremos no viveiro nos próximos meses. Esperamos vê-los em breve aqui!

 

Mais informações e inscrição: (11) 2631-4915 ou sabordefazenda@sabordefazenda.com.br.

 

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Leguminosas | Plantas companheiras do jardim

Gabi Pastro, herbalista

Nossos últimos posts foram sobre os tubérculos, raízes tuberosas, bulbos e rizomas e seus benefícios para o jardim. Hoje queremos compartilhar com você os benefícios de ter plantas leguminosas no jardim.

Você pode chamar estranho o que vou falar agora, mas abobrinha, berinjela, couve e outras hortaliças que costumamos chamar de legumes não são verdadeiramente legumes.!!! Do ponto de vista botânico, legumes são plantas da família das Leguminosae, hoje em dia chamada de Fabaecea.

Nesse grupo temos plantas que possuem o fruto em forma de vagem, ou seja, feijão, grão de bico, lentilha, feijão borboleta, ervilha e muitos outros. Não confunda com os frutos capsulares das orquídeas, como a orquídea baunilha (Vanilla planifolia).

Suas raízes fazem uma associação simbiótica com bactérias do tipo Rhizobium spp., as quais têm capacidade de fixar nitrogênio atmosférico no solo, fazendo uma adubação natural. Essa técnica de plantar leguminosas conjuntamente com outras plantas chama-se adubação verde, você já deve ter ouvido falar disso. O nitrogênio é um macronutriente importantíssimo para produção de clorofila, sem ele não há fotossíntese, e para formação de crescimento foliar.

Aqui no viveiro temos o feijão-borboleta (Clitoria ternatea) plantado no nosso canteiro para fazer esse tipo de adubação. Além de lindo, medicinal e culinário, ele também é um adubo verde!!! Plante você também! Temos mudas a venda, venha nos visitar e confira.

Esse aí é nosso matrizeiro, veja que lindo…

 

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Benefícios das batatas para o jardim

Gabi Pastro, herbalista

Semana passada, falamos sobre quais são os melhores momentos de colheita das estruturas que ficam abaixo da terra, como rizomas, tubérculo, raiz tuberosa e bulbos. Confira aqui.

Hoje veremos que essas estruturas mais robustas que crescem abaixo da terra têm muita importância para o jardim. O principal benefício é que são capazes de descompactar a terra. Se você tem uma área de terra muito dura, cultivar, por exemplo, batatas, é importante. Deixe a planta por pelo menos 1 ciclo completo, isso irá depender do tipo de planta que escolher. Por exemplo, batata comum pode ser colhida após 6 meses do plantio. Após isso colha e verá a diferença na descompactação da terra. Porém, você não terá batatas grandes.

Outro benefício é que muitas, principalmente as batatas doces, fazem uma excelente cobertura para o solo, ajudando tanto na manutenção da umidade quanto da matéria orgânica. Você pode optar por plantar as variedades comestíveis, como batata doce comum ou batata inglesa, ou as mais ornamentais, como a batata dourada (foto abaixo esquerda) e batata roxa (foto abaixo direita).

Venha nos visitar e confira nossas opções de batatas e rizomas ou peça um orçamento para envio pelos correios através do sabordefazenda@sabordefazenda.com.br.

 

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Qual o melhor momento para colher raízes e rizomas?

Por Gabi Pastro, herbalista

Saber o momento da colheita de folhas, como ervas e hortaliças, e frutos é simples. Conseguimos saber visualmente se estão boas ou não para serem consumidas. Mas e as partes que ficam embaixo da terra? Aí é um pouco mais difícil.

Geralmente, colhemos raízes e rizomas (caules subterrâneos) no final do outono a começo da primavera, pois estão em seu ápice de desenvolvimento e com alto valor nutricional e medicinal.

Algumas plantas indicam a hora da colheita, por exemplo, mangarito, batata ariá, araruta, galanga, cúrcuma e zedoária secam e murcham todas suas folhas. Raízes como cenoura, rabanete, beterraba, nabo e algumas batatas começam a sair da terra conforme ganham maiores dimensões. Para essas últimas, as quais começam a sair da terra, é interessante sempre colocar mais terra ao redor para não deixá-las expostas ao sol e chuva. Caso contrário, ficarão secas, fibrosas ou, se houver excesso de água, apodrecerão.

Prefira colher em período de Lua Minguante, a energia estará toda direcionada para as partes debaixo da planta, logo no entardecer e em dias secos. Você não precisa tirar tudo de uma vez, pode colher as partes que estiverem mais na superfície.

Vale lembrar que as plantas têm um período mínimo de desenvolvimento e colher antes disso resulta em uma qualidade menor. Por exemplo, batata doce pode ser colhida entre 3 a 5 meses após o plantio.

Quer aprender a colher ervas e temperos, assim como cultivá-las? Participe do Curso Ervas Aromáticas: do Cultivo ao Uso Culinário com as herboristas Silvia e Sabrina Jeha no próximo dia 27. Mais informações e inscrições: (11) 2631-4915.

 

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Horta Vertical Urbana

Na última quarta-feira, nossa herborista Sabrina Jeha participou do Programa Você Bonita da Gazeta. O tema não poderia ser mais especial e completo, como ter e manter uma horta vertical urbana e como usar as ervas colhidas do jardim fazendo um lindo e aromático vinagre. 

Uma celebração na semana dos nossos 26 anos de existência!!!

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Hoje é dia de festa!!!

 

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Hortaliças não convencionais

Quiabo vermelho

Por Gabi Pastro, herbalista do Sabor de Fazenda

Hoje eu quero saber como anda sua alimentação. Quantos tipos de vegetais você come no seu dia a dia? Conte, são mais que 20 tipos diferentes? A maioria responderá que não. Isso é muito resultado da cadeia agrícola de produção, onde somente é cultivado o que tem um padrão e alto rendimento. Por exemplo, quantas vezes você já encontrou a venda mangarito ou batata ariá? Mas batata inglesa tem em todo mercadinho.

Os grandes problemas gerados dessa seleção e restrição é que deixamos (e muito) de consumir diversos tipos de nutrientes, pois quanto mais variado for o cardápio mais valor nutricional ele terá.

Você já ouviu falar que as plantas nativas ou que crescem espontaneamente em determinado local são mais nutritivas que as cultivadas? Isso porque elas conseguem tirar o melhor de um ambiente que já estão acostumadas e escolheram crescer.

Podemos melhorar a alimentação começando a cultivar em casa diferentes tipos de alimentos  os  quais não encontraríamos nos mercados ou frequentando feiras orgânicas, pois nelas já existe essa valorização ao diferente.

Vamos lá! Dessa lista de hortaliças, quais você já consumiu ou conhece?

  • Almeirão roxo
  • Coentrão
  • Quiabo vermelho
  • Shissô
  • Taioba
  • Couve crespa
  • Tomarillo

Te convido a vir ao nosso viveiro e conhecer diversos tipos de hortaliças não convencionais para cultivar em casa e se divertir preparando pratos com novos sabores e texturas! Te esperemos aqui!

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