Lesmas e caracóis na horta

Gabi Pastro, especialista em ervas aromáticas e especiarias

Os últimos dias aqui em São Paulo foram de tempo nublado e chuvas fracas ao longo do dia, o que é muito propício para o desenvolvimento de pragas e doenças. As principais são lesmas, caracóis, pulgões e fungos. Por isso, hoje vamos falar sobre como afastar lesmas e caracóis e na semana que vem como eliminar fungos da horta.

Existem diversas opções para deixar esses moluscos longe, a que achamos ser a mais eficiente e menos cruel é o uso de casca de arroz carbonizada. Ela não é um lesmicida, ou seja, não mata, apenas age como um repelente natural.

A casca de arroz tem que ser a carbonizada mesmo, a comum não funciona. O processo de carbonização produz silício,  o qual tem a capacidade de controlar  pragas e é  bom repelente de lesmas e caracóis. Além disso, protege as plantas contra fungos.

Para obter esse benefício, use-a como cobertura vegetal morta fazendo uma camada acima da terra de mais ou menos 1 cm de altura. Reponha conforme houver necessidade.

Outras dicas para evitar esse problema:

  • Faça podas de limpeza, isso faz com que o ambiente fique mais seco e com menor proteção para os moluscos;
  • Regue somente se houver necessidade, para isso verifique a umidade da camada mais profunda da terra, cerca de 5 cm de profundidade;
  • Se quiser fazer uma catação das lesmas e caracóis, coloque de noite abobrinhas cortadas ao meio (horizontalmente) e voltadas para baixo. No dia seguinte (logo pela manhã), verifique se embaixo delas tem lesmas e caracóis. Se houver, coloque-os longe da horta.

Como saber se as plantas estão sendo atacadas por esses animais? Visite sua horta de noite com uma lanterna, pois são noturnos e tendem a se entocar de dia.

Semana que vem voltamos com mais dicas! Até lá!

 

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Como obter sucesso na semeadura

Por Gabi Pastro

Começar pela primeira vez uma horta sempre é mais difícil, não há ainda aquela intimidade com planta, você não sabe se o que fez está certo ou errado. Por isso, para iniciantes indicamos começar o cultivo através do plantio de mudas já formadas, esse começo fará total diferença. O processo de iniciar por sementes, semeadura, é mais complicado e requer mais atenção, mas com essa dica que darei hoje ficará muito, mas muito mais fácil.

A dica é utilizar jardineiras ou vasos autoirrigáveis (como na foto abaixo), pois eles ajudarão a manter a plântula (planta recém germinada) úmida por mais tempo. A principal causa de insucesso na semeadura tradicional é a falta de água ou sua inconstância, você lembra 2 -3 dias de regar e depois esquece ou não consegue estar em casa para aguar a tempo e, nessa situação, opta por deixar a sementeira dentro de casa (errado também). 

Já falamos aqui anteriormente (dê uma busca na caixa de pesquisa ao lado), a maioria das plantas da horta precisa de sol para germinar e se desenvolver, por isso o melhor lugar para elas é fora de casa em local aberto ou com a proteção de um toldo ou telha transparentes (luz indireta).

Semear nos autoirrigáveis é simples, siga o passo a passo:

  1. Forre o fundo do vaso com uma camada de pedra ou com manta de drenagem. Lembre-se sempre de deixar o tecido de algodão em contato com a terra
  2. Logo acima, adicione um substrato ou terra levemente adubado até a boca do vaso. Por exemplo, a cada 1 kg de terra incorpore 1/2 copo de esterco de gado
  3. Antes de semear, dê uma leve umedecida na terra
  4. Faça linhas ou buracos de mais ou menos 0,5 cm de profundidade com os dedos. Essa etapa vai depender do que estará plantando. Por exemplo, rabanete e beterraba pedem buracos com pelo menos 15 cm de distância um do outro. Já salsinha, cebolinha, tomilho e outras plantas rasteiras pedem semeadura em linha com o espaçamento de mais ou menos 2 cm entre uma semente e outra. Não se preocupe, isso estará sempre indicado na embalagem da semente!
  5. Após colocar as sementes, cubra com um pouco de terra
  6. Dê uma leve regada e preencha o reservatório de água
  7. Deixe em local ensolarado e, com o passar dos dias, veja se precisa repor a água. Se pegar chuva, não há necessidade de repor a água

Se a planta que semeou requer um espaço maior, você pode usar o autoirrigável como recipiente temporário, ou seja, quando a planta tiver maior ou menos 20 cm de altura passe-a para outro vaso maior (autoirrigável ou não).

 

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Novidades na Sabor!

O mês de outubro chegou com muitas novidades, uma agenda repleta de cursos e muitas promoções…confira!

 

PROMOÇÃO RETORNO DE VASOS

A cada vaso Sabor vazio retornado você ganha R$ 0,20 no ato de sua compra.

Os vasos têm que estar em boas condições e o desconto vale para o momento da entrega, não haverá crédito para compras posteriores.

Locais válidos: Sabor de Fazenda (seg. a sáb.), Feira do Ibirapuera (sáb.) e Feira do Pq. da Água Branca (sáb.).

 

CAMPANHA AJUDE GATOS DE RUA

Nas compras de vasos roxos de grama de gato (foto), 60% da renda será revertida para a Instituição Adote um Bigode (adoção de gatos de rua) e Projeto Mamaue (castração de gatos de rua).

Adote essa causa!

 

PROMOÇÃO GARRAFAS PET VALEM MUDAS

A cada 10 garrafas PET entregues no Sabor de Fazenda você ganha 1 muda orgânica até R$ 5,00 a sua escolha.

Promoção válida para garrafas limpas e em bom estado de 1,5 L de água ou 2 L de refrigerante.

 

 

Mais informações: (11) 2631-4915.

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Grama de gato vs. erva de gato

Se você é um gateiro ou tem amigos que amam gatos, já deve ter ouvido falar sobre grama de gato ou erva de gato. Muitos confundem e acham que é uma coisa só, mas não. São duas espécies de plantas diferentes:

Grama de gato (Tritivum sativum): nada mais é do que brotos de trigo, ou seja, uma grama de trigo. Os gatos amam, pois adoram comê-la. Nós também amamos, pois é a nossa conhecida clorofila, ingrediente importante dos sucos verdes.

Erva de gato (Nepeta cataria): dela já falamos muito aqui hoje (dê uma busca), é o conhecido catnip, o qual está presente em almofadinhas e outros brinquedos para gatos. Essa erva é capaz de estimular o comportamento de cio no gato, pois adoram se esfregar nela, mas raramente comem. Para nós tem efeito contrário, é calmante e ansiolítico, podendo ser usada na forma de chás ou como tempero.

Aqui no viveiro nós temos a venda as duas plantas e estamos com uma promoção especial. Nas compras de vasos roxos (foto abaixo) de grama de gato, 60% da renda será revertida para a Instituição Adote um Bigode (adoção de gatos de rua) e Projeto Mamaue (castração de gatos de rua). Aproveite e ajude nessa causa. Mais informações: (11) 2631-4915.

 

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Raio-X: Mil-em-rama (Achillea millefolium)

Seguindo nossa séria de raio-x das ervas, hoje vamos falar sobre a mil-em-rama, essa herbácea incrível. Confiram.

 

Nome científico: Achillea millefolium L.

Outros nomes populares: atroveran, macelão, milefólio, mil-folhas, novalgina, common yarrow (espanhol), milfoil (inglês), yarrow (inglês), cientoenrama (espanhol), milenrama (espanhol), milhojas (espanhol).

Família: Asteracea.

Origem: Europa, como a região do Mediterrâneo.

Características botânicas:  herbácea perene, rizomatosa, ereta, aromática, entouceirada, de 30-50 cm de altura. Suas inflorescências formam um lindo buquê alto (mais ou menos 50 cm de altura), branco e repleto de flores diminuas.  É muito utilizada na ornamentação, estando fortemente presente em hortas domésticas em quase todo Brasil.

Cultivo-Solo/Clima: planta típica de clima subtropical. Não gosta de muita umidade, acabando por desenvolver fungos nessa situação. Cresce bem em qualquer tipo de solo, mesmo os mais pobres em nutrientes, porém deve ser bem drenado e permeável. Propaga-se por sementes ou divisão de touceira.

Usos medicinais, culinários e/ou ornamentais: auxilia no combate de febre e dores de cabeça, além de ser adstringente, tônica, expectorante, anti-inflamatória e anti-séptica. Não deve ser consumida por grávidas.

Partes usadas: folhas e flores.

 

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Saiba coletar suas sementes

Por Gabi Pastro, herbalista

Seu jardim comestível oferece muito mais que alimentos e temperos, ele pode gerar sementes, as quais podem ser colhidas e semeadas. Ou seja, ele pode tornar-se autossuficiente.

Vale lembrar que nem todas as plantas desenvolvem-se bem por sementes, algumas quando colhemos do pé, como a erva-baleira, dificilmente germinam, outras produzem uma quantidade muito pequena dessas, como as plantas do Mediterrâneo (lavanda, alecrim e sálvia, entre outras).

Siga o passo a passo e obtenha sucesso nessa empreitada:

  1. Deixe o pendão floral (inflorescência) ou flor secar no pé, se colher antes, a semente não irá maturar.
  2. Colha em um dia quente e seco.
  3. Coloque-os em um saquinho de pão de papel e deixe a boca meio aberta.
  4. Espere alguns dias até as sementes soltarem e depositarem-se no fundo do saco.
  5. Retire as inflorescências e flores secas (coloque no composto ou minhocário) e guarde as sementes nesse ou em outro saco de papel.
  6. Armazene na geladeira, caso não use de imediato.

Espécies que oferecem sucesso na semeadura: cebolinha, salsinha, coentro, alface, manjericão, picão, zaatar, calêndula, girassol, papoula, capuchinhas e muito mais.

Saiba onde encontrar o local que nascem as sementes de algumas espécies:

 

Quer aprender mais sobre sementes, semeadura e raleio? Venha participar da Oficina de Sementeiras com nossa jardinista Mayra Dias no dia 22/setembro das 9h00 – 12h00. Mais informações: sabordefazenda@sabordefazenda.com.br.

 

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O que plantar na primavera?

A primavera está chegando e com ela os dias mais propícios ao cultivo de inúmeras hortaliças também. Aproveite para preparar a horta para esses dias de mais sol e maior desenvolvimento vegetal. Faça aquela poda de manutenção e adube seus vasos e canteiros.

Seguem algumas hortaliças boas para semear agora para que você consiga colher na primavera/verão: alface, almeirão, berinjela, cenoura, rabanete, espinafre, abóbora, pepino, mostarda, rúcula, pimentas, pimentões, repolho, tomate, salsinha e muito mais.

Se você tem dúvidas de como semear, digite na busca (canto superior direito) ‘sementeira’ que você encontrará diversos textos sobre o assunto.

Por aqui já estamos com mudas sazonais (não temos sementes) e bem raras de diversas hortaliças. Confiram:

Kale black (cavolo nero)

Kale tailandesa

Kale crespa

Tabaco

Capuchinha dobrada amarela

Couve-flor roxa

Miosótis azul

Digitalis purpurea

E muito mais!!

Não percam e venham nos visitar. Mais informações: (11) 2631-4915.

 

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Como fazer vinagre de manjericão

Por Gabi Pastro, herbalista

Continuando nosso post da semana passada sobre reaproveito das podas das ervas, selecionei para vocês uma receita deliciosa de vinagre aromatizado com manjericão.

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VINAGRE AROMATIZADO COM MANJERICÃO

Ingredientes:

1 xícara (chá) de folhas frescas de manjericão

300 ml de vinagre orgânico de maçã

1 vidro com tampa de 500 ml

Modo de preparo: coloque as folhas do manjericão levemente picadas no fundo do vidro esterilizado (você pode esterilizar com álcool 70 e deixar secar). Na boca do vidro coloque uma folha de papel manteiga, suficiente para cobri-la, e feche o vidro. Todos os dias chacoalhe levemente o vidro, isso acelera o processo. Após 21 dias, coe e envaze o vinagre em uma garrafa final. Use em até 3 meses, o sabor ficará melhor dentro desse período.

Obs.: você pode fazer esse processo em garrafa ao invés de um pote de boca larga, porém terá mais trabalho para tirar as folhas após o período de espera, pense nisso. Talvez nesse processo você acabe perdendo a garrafa de vez por não conseguir tirar as folhas de lá.


Quer aprender mais sobre aromatização de vinagres e azeites? Venha participar do curso Ervas Aromáticas: do cultivo ao uso culinário com as herboristas Silvia e Sabrina Jeha no dia 15/setembro das 9h00 – 13h30. Mais informações através do sabordefazenda@sabordefazenda.com.br.

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Cursos e Oficinas de Setembro

Informações completas pelo (11) 2631-4915.

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Saiba aproveitar integralmente as podas das ervas

Por Gabi Pastro, herbalista

Podar regularmente as ervas aromáticas é essencial para seu bom desenvolvimento e deve acontecer com maior frequência que plantas de maiores portes. Já falamos isso anteriormente em diversos artigos, coloque ‘poda’ na busca ao lado e descubra.

Hoje o foco é diferente, é o que fazer com os restos das podas que muitas vezes acabam sendo volumosos e que muitos não conseguem usar por completo tudo que foi colhido. Vamos valorizar o que plantamos com tanto carinho e o que a natureza nos deu!

Seguem algumas sugestões:

– Faça um delicioso sal aromatizado, basta bater as folhas e talos moles das ervas juntamente com sal no liquidificador. Se desejar mais cremoso, adicione azeite. Durabilidade: 3 meses em vidro e na geladeira.

– Seque com o auxílio de saquinhos de papel, fazendo aquele típico varal de ervas, porém protegidos do sol e luminosidade artificial. Quando estiverem crocantes, cerca de 2 semanas depois, debulhe as folhas, guarde em vidros e use como tempero ou chá. Durabilidade: 6 meses em vidro e local seco e fresco.

– Prepare vinagres aromatizados. Basta picar as folhas ou flores em um vidro, preencher com vinagre de maçã ou de arroz (o suficiente para cobrir as ervas), aguardar 20 dias e coar. Durabilidade: 3 meses se guardado em vidro e local seco e protegido da luz.

– Prepare um delicioso banho ou escalda-pés para revigorar! Estes preparados nada mais são do que os típicos chás. Aqueça a água até um ponto antes da fervura, desligue, coloque no balde com as ervas e voilà.

– Junte maços grossos, mas não tão longos, de ervas frescas, amarre com linha de algodão e deixe secando da mesma forma citada acima. Quando estiver seco, queime como um incenso super aromático e energético. Durabilidade: após seco, queime em até 6 meses.

– Coloque o excesso de poda na composteira ou minhocário, as ervas voltarão para a horta na forma de adubo. Ciclo completo.

E ai, o que você faz em casa para não desperdiçar alimentos? Conte para nós!

*Confira aqui diversos cursos que temos no viveiro e que ensinam a utilizar integralmente as ervas.

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