Manjericão cânfora: a solução contra as traças

Por Gabi Pastro, especialista em ervas aromáticas e especiarias 

Estamos com uma nova espécie de manjericão aqui no viveiro (amamos eles, temos mais de 13 tipos diferentes!), o manjericão cânfora ou manjericão canforado (Ocimum kilimandscharicum). Ele é nativo do Quênia, Tanzânia, Uganda, Sudão e Etiópia.

Seu porte é um pouco menor que o do comum, chegando no máximo de 1,20 m de altura. Suas folhas são mais arredondadas e claras e exalam um intenso aroma de cânfora.

Devido ao sabor muito pungente e canforado, ele não tem uso culinário, porém é ótimo parceiro da horta, afastando moscas e outras pragas. Quando secos são colocados em sachês, auxiliando no combate as traças, ou seja, bora colocá-lo nos livros e gavetas do armário! Outra opção é fazer um spray aromático para pulverizar no armário. Veja a receita:

Ingredientes:

250 ml de álcool de cereais

200 ml de água

2 xícaras de folhas frescas de manjericão cânfora

Modo de preparo: esterilize um vidro de 500 ml, coloque o manjericão no fundo, cubra com o álcool e a água e tampe. Mexa bem o vidro e repouse-o em um local escuro por 30 dias. Mexa-o todos os dias. Após esse período, coe e coloque em um recipiente de spray. Cuidado ao utilizar, pois ele terá uma coloração escura e poderá manchar se aplicado diretamente na roupa ou livro.

Medicinalmente, é utilizado para tratar dores estomacais e febres.

 

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Horário do viveiro: feriado da Proclamação da República

 

 

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A artemísia que não é artemísia!

Por Gabi Pastro, especialista em ervas aromáticas e especiarias 

Hoje é dia de conversarmos sobre a confusão que se faz em torno do nome popular ‘artemísia’. Aqui no viveiro vemos essa confusão ser  recorrente.

Existem duas espécies, basicamente, chamadas de artemísia, a verdadeira Artemisia vulgaris, chamamos ela de verdadeira, pois realmente faz parte do gênero Artemisia sp. A outra é um tanaceto, o Tanacetum parthenium (antigamente chamado de Chrysanthemum parthenium).

Ambas são aparentadas, pois estão dentro da família botânica Asteracea, qual também inclui o girassol, alface, dente-de-leão, entre outras plantas. Apesar disso, possuem características físicas e medicinais bem distintas. A artemísia-verdadeira é morfologicamente similar à losna/absinto (Artemisia absinthium). Confira…

 

O T. parthenium é usado popularmente para tratar dores de cabeça (principalmente causada por insolação), má digestão e diarreia. Ajuda a baixar a febre, tanto que seu nome em inglês é feverfew. Seu aroma peculiar é um ótimo repelente de insetos. Na forma de sachês, pode ser colocada no armário para repelir as traças. Usamos tanto suas folhas quanto flores. Apesar do seu amargor, pode ser usada na culinária, dando um toque especial em ensopados e assados.

Já a A. vulgaris tem uma relação forte com o feminino, qual é usada para regular o sistema reprodutor feminino. Ela também é a erva que vai ao moxa, bastão muito utilizado na fitoterapia chinesa para aliviar dores corporais, cansaço e estresse. É chamada de mato dos sonhos (dream weed) pelos índios norte-americanos, pois teria a capacidade de estimular os sonhos durante o sono. Em inglês seu nome é mugwort. Usam-se folhas e flores.

Independentemente dessa confusão, ambas são ótimas opções para você cultivar no seu jardim medicinal, pois tratam sintomas diferentes.

Obs.: Aqui no viveiro a espécie que temos é a T. parthenium, qual chamamos de artemísia. Não temos para vender a A. vulgaris.

 

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Cursos e Oficinas: Novembro

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Curry indiano: o louro da Ásia

Por Gabi Pastro, especialista em ervas aromáticas e especiarias 

Hoje é dia de falar da curry indiano, também chamada de árvore-do-caril ou árvore-do-curry (Murraya koenigii). Ela é uma árvore/arvoreta originária do Sri Lanka e Índia, atingindo de 3-4 m de altura quando na fase adulta. Se você já foi para a Índia, com certeza já viu essa planta, pois ela está presente na casa de todo indiano!

Suas folhas têm sabor cítrico e marcante, qual lembra casca de tangerina, porém sua consistência é bem fibrosa, similar ao louro. Suas flores são pequenas e de coloração creme, as quais após polinização dão origem a pequenos frutos rosados que se tornam negros quando maduros.

Desenvolve-se em climas tropicais e subtropicais, podendo ser plantada em vasos ou canteiros, porém requer terra humosa e frequentemente adubada. Use, a cada 40 dias, húmus de minhoca ou composto orgânico. A falta de rega pode gerar folhas pequenas e com galhos pouco desenvolvidos. Reproduz-se por sementes e estaquia de raiz.

A infusão de suas folhas auxilia na digestão e promove a saúde do intestino. Podem ser usadas como tempero na forma seca ou fresca e aceitam serem tostadas no começo do cozimento. Use-as com moderação, 4-5 folhas são suficientes para uma receita para 4 pessoas, pois são muito intensas. Combina com legumes, carnes, peixes, frutos do mar, lentilhas, sopas, ensopados, chutney e curries.

O nome ‘curry’ também é utilizado para denominar outra planta, a Helichrysum italicum, qual recebe esse nome porque possui um aroma que lembra o condimento curry (mistura tipicamente indiana), a qual também é chamada de immortelle.

Aproveite que temos mudas dessa linda espécie a venda aqui no viveiro 😉

 

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Como cuidar de lavandas

A dica de hoje vem da nossa herborista Silvia Jeha, ela conta diversas curiosidades e dicas práticas sobre as lavandas. Confiram o vídeo na integra.

 

Ainda não conhece nosso viveiro? Venha nos visitar e conheça de perto esses tipos de lavanda ❤

 

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Cultivo e aromaterapia das ervas do Mediterrâneo

CURSO INÉDITO NO SABOR DE FAZENDA | Conheça as plantas do Mediterrâneo e seus óleos essenciais, aprenda suas propriedades físicas e energéticas, assim como cultivá-las em casa e usufruir de todas essas propriedades.

CONTEÚDO:
– Entendendo a associação: morfologia da planta vs. tipo de cultivo

– Entendendo a associação: morfologia da planta vs. propriedades energéticas

– Métodos de extração de óleos essenciais (OE)

– O que são qt., gt. e variedades?

– Mergulhando no universo de 7 ervas do Mediterrâneo: identificação, cultivo e propriedades terapêuticas de seus OE

– Benefícios e formas de utilização da erva e do óleo essencial


DATA: 30/novembro/2017 (quinta-feira)

HORÁRIO: 09h00 – 13h00

VALOR: R$ 230,00 (curso, almoço, certificado e presente especial)

COORDENAÇÃO: Gabi Pastro, especialista em ervas aromáticas e especiarias, e Andrea Darco, aromaterapeuta

LOCAL: Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo. 

DEMAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO: (11) 2631-4915 ou sabordefazenda@sabordefazenda.com.br

 

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Águas aromatizadas | Como fazer!

Por Gabi Pastro

O verão está chegando e as águas aromatizadas são nossas eternas aliadas. São ótimas para refrescar, melhorar digestão e dar um sabor especial a um final de tarde ensolarado.

A forma de preparo não podia ser mais simples, basta você colher alguns ramos (10-15 de 20 cm  de comprimento para 1,5 L) de ervas, como hortelã, manjericão e melissa, lavar e colocar em água gelada por no mínimo 30-40 minutos. Se você não respeitar esse tempo, a água não apresentará sabor acentuado. Não há necessidade de socar a erva, somente o processo de maceração já é suficiente. Aproveite para colocar, além das ervas, flores, especiarias e frutos, como rodelas de limão, laranja e carambola.

 

Veja alguns benefícios:

  • Melissa (Melissa officinalis): é refrescante, digestiva e antioxidante, devido à presença, principalmente, de citral.
  • Mentas (Mentha sp.): possuem a capacidade de resfriar o corpo, devido à presença de mentol.
  • Manjericões (Ocimum basilicum): carminativos, ou seja, possuem a capacidade de reduzir a formação de gases intestinais, quais podem surgir após uma refeição mais pesada. Fuja do comum, use variedades diferentes, como manjericão anis, sagrado e tailandês.
  • Erva-luisa (Aloysia citriodora): calmante e digestiva, com leve sabor limonado. Não há quem não se encante com ela!
  • Alecrim (Rosmarinus officinalis): erva ativadora do sistema circulatória, ideal para tirar a letargia dos dias de intenso calor. Também é indicada para tratar dores de cabeça.

 

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RAIO-X | Hortelã-portuguesa

Por Gabi Pastro

No último post de RAIO-X (aqui), nós fizemos com a hortelã-pimenta e agora é a vez da hortelã-portuguesa. Estamos aproveitando, pois essa é uma época na qual as hortelãs/mentas (Mentha sp.) vão muito bem. Aproveite você também na sua casa para cultivá-las.

Vamos a ela….

 

Nome científico: Mentha x villosa Huds.

Família: Lamiaceae.

Origem: Europa.

Outros nomes populares: hortelã, hortelã de panela, hortelã rasteira, menta vilosa, apple mint (inglês), mojito mint (inglês), manzanera (espanhol), mentrasto (espanhol), menta de manzana (espanhol).

Características botânicas: erva perene, ereta e com 30-40 cm de altura. Possui aroma e sabor mentolado, lembrando um pouco a maçã. É mais suave que a hortelã-comum. Suas folhas são grandes, aveludadas e opacas e seu crescimento é mais ereto que as demais hortelãs.

Cultivo-Solo/Clima: prefere solo rico em matéria orgânica. Suporta altas temperaturas desde que não falte água no solo. Resiste às baixas temperaturas, porém sofre com geadas. Propaga-se por estacas, divisão de touceiras e sementes. Necessita de sol pleno, acima de 3 horas de sol direto e diário. O ideal é cultivá-la em canteiros, porém uma bacia de boca larga também é válida.

Usos medicinais, culinários e/ou ornamentais: é indicada para enjoo, náuseas e problemas digestivos. Na culinária, usa-se normalmente, como as demais hortelãs, porém é interessante picá-la quando estiver preparando, pois suas folhas pilosas podem não ser agradáveis ao paladar.

Partes usadas: folhas e flores.

 

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Que venha outubro: cursos e oficinas!

 

Maiores informações e inscrições: sabordefazenda@sabordefazenda.com.br

 

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