Planejando sua horta: parte I

Por Gabi Pastro

Na hora de planejar sua horta é importante ter conhecimento dos portes das plantas, pois assim evita-se erros comuns, como o sombreamento de uma planta de sol. Já falamos aqui antes, todas as espécies da horta precisam de sol direto, quanto mais melhor, porém hortelã, salsinha, melissa e coentro toleram um ambiente de meia-sombra também.

Do ponto de vista botânico, podemos separar as plantas em relação ao seu tamanho e crescimento. Basicamente, temos quatro tipos de vegetação:

Arbórea: composta por árvores, as quais possuem tronco lenhoso, o qual se ramifica a uma certa altura do solo, por exemplo o louro (Laurus nobilis).

Arbustiva: formada por arbustos, os quais possuem também tronco lenhoso, porém com ramificação logo acima do solo. Dificilmente ultrapassam os 6 m de altura. Alguns exemplos são os manjericões (Ocimum basilicum) e as lavandas (Lavandulas sp.).

Herbácea: composta pelas ervas, as quais não possuem caule típico (lenhoso) e sim rizoma (caule subterrâneo). Geralmente são rasteiras, como os tomilhos (Thymus vulgare), mas podendo ser de maior porte, como a cúrcuma (Curcuma longa) e o gengibre (Zingiber officinale).

Gramínea: formada por capins, gramas ou relvas, como por exemplo o capim-limão (Cymbopogon citratus) e a citronela (Cymbopogon nardus).

Agora que você disto, é muito mais fácil planejar o jardim! Lembre-se que a face norte é a que recebe mais sol ao longo do ano e que para uma planta não fazer sombra na outra pode-se optar por plantar as mais baixas no leste e as mais altas para oeste.

 

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BioBrazil Fair 2018

Amanhã começa a maior, e mais esperada, feira de orgânicos da América Latina. E ela será pela primeira vez realizada no Pavilhão do Anhembi. Nós, como sempre, estaremos lá.

Desta vez, estaremos no estande da Associação de Agricultura Orgânica (AAO) com mudas e insumos para jardinagem orgânica.

Sua presença é muito importante, pois cada um de nós é responsável por mostrar para todos, governo e empresas privadas, que queremos produtos de qualidade, livres de produtos tóxicos e cancerígenos.

A programação de palestras esta ainda melhor este ano, temas mais variados e atualizados. Confira a programação aqui. No dia 08, a Sabrina Jeha ministrará a palestra Uma Horta Brotou na Cozinha as 17h00. O evento  é gratuito, o credenciamento é feito na hora e as vagas são limitadas.

Nos vemos lá!

 

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Especialistas da Natureza com Silvia e Sabrina Jeha

Confiram na integra o oitavo episódio da Série Especialistas da Natureza, o qual contou com a participação das nossas herboristas Silvia Jeha e Sabrina Jeha. Uma linda comemoração aos 25 anos do viveiro Sabor de Fazenda.

 

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Venha participar dos cursos e oficinas | agenda de junho

 

 

Inscrições: sabordefazenda@sabordefazenda.com.br ou (11) 2631-4915.

Formas de pagamento: depósito bancário, opção 1x e 2x, consulte-nos.

 

 

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As plantas medicinais e a sua pele

Gabi Pastro

Muitos já sabem e usam os poderes fitoterápicos das plantas para sanar problemas rotineiros do organismo, como dores de cabeça ou barriga, insônia, diarreia e muito mais. Porém, ainda são poucos os que usam as plantas medicinais para tratar a pele (bem tão precioso que temos).

A sua pele é o seu maior órgão e por isto você tem que cuidar muito bem dela, é por ela que fazemos diversas trocas com o ambiente externo. Usar as plantas como ingrediente na produção de cosméticos naturais é o ápice de cuidado que podemos ofertar.

Se você nunca fez um produto natural para a pele, vamos ofertar agora uma receita simples: óleo macerado de lavanda para o inverno.

Ingredientes: 

1/2 copo de 250 ml de flores e folhas secas de lavanda (tem que ser seca!) – não use galhos

250 ml de óleo vegetal de semente de uva

1 vidro com tampa esterilizado de 500 ml

Modo de preparo: em um liquidificador triture a lavanda. Coloque-a no fundo do vidro, verta o óleo vegetal de uva e tampe. Chacoalhe até que toda a erva seca ficar molhada pelo óleo. Guarde-o em um local escuro e todos os dias dê leves movimentadas no material. Deixe-o macerando por 30 dias, lembrando sempre de chacoalhar. Após isto, coe, descarte a erva e envase o óleo em uma garrafa de vidro esterilizada. Use este óleo para passar no corpo após o banho. Você verá a diferença na sua pele ao longo dos dias.


Quer aprender mais sobre o uso das plantas em cosméticos naturais? Venha participar da Oficina de Cosmética Natural com a professora Beth Bacchini. Será no dia 09 de junho das 9h30 as 13h30 aqui no viveiro Sabor de Fazenda. Mais informações: (11) 2631-4915.

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Hortaliças no outono/inverno

Por Gabi Pastro

O outono/inverno é  um momento crítico para o desenvolvimento das plantas, pois o clima frio faz com que o metabolismo destas baixe e, com isto, ocorra menor crescimento foliar, floração e frutificação. Chamamos este mecanismo de sobrevivência de torpor.

Porém, algumas plantas da horta vão bem nesta situação. De modo geral, hortaliças de folhas, como couve, alface e chicória, raízes, como beterraba, cenoura e batata, e os bulbos, como alho-poró, cebola e alho, não sofrem tanto nesta época do ano e conseguem ter um bom desenvolvimento.

Esta é a hora de semear diversas hortaliças, como nabo, mostarda, chicória, acelga, agrião, salsão, alface, almeirão, beterraba, cenoura de inverno, entre outras.

Se desejar, pode plantar bulbos em vasos pequenos, porém profundos. Aproveite também para fazer estaquia, assim quando chegar a primavera você já terá mudas bem desenvolvidas.

Lembrando que fazer aquela poda de limpeza é primordial 😉


Quer saber mais como guiar sua horta no outono/inverno? Aproveite o Curso Horta Caseira Orgânica com Prática deste dia 19/maio para tirar todas suas dúvidas. A coordenação é do agrônomo Marcelo Noronha e o curso acontece das 9h00 as 16h00. Mais informações: sabordefazenda@sabordefazenda.com.br.

 

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Um chá que é sucesso por aqui…

Quem nos visita aqui no viveiro sabe que adoramos servir um chá de ervas para nossos clientes. E uma das plantas que usamos e que é a mais amada pelos nossos clientes é a erva-luiza (Aloysia triphylla). Sabor limonado, digestiva e calmante 🍃 Sempre fazemos-a com alguma hortelã/menta ou manjericão. 

O truque para uma boa infusão é não economizar na quantidade, sempre cortar levemente as ervas e nunca deixar as folhas ferverem com a água.

Selecionamos para vocês uma receita deliciosa que vale a pena ser testada!

 

Infusão refrescante e digestiva

Ingredientes:

½ xícara de erva-luisa

½ xícara de menta

8 folhas de manjericão-roxo

Modo de preparo: coloque a água para esquentar. Momentos antes de ela ferver desligue o fogo e coloque as folhas e ramos levemente cortados dentro da chaleira. Deixe em infusão por 15 minutos. Após isto, coe e sirva.

 

E você aí, tem uma receita de chá que faz sucesso em casa? Conta para nós que divulgamos aqui!

 

Até a próxima.

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O que é um jardim tintório?

Por Gabi Pastro

Você já ouviu falar em jardim tintório? O conceito nada mais é do que um jardim (ou horta) que possui plantas corantes, ou seja, espécies capazes de colorir alimentos ou outros produtos, como tecidos.

O conceito não é nada novo, por exemplo, os monges do sudeste da Ásia tingiam suas vestimentas com açafrão, as quais adquiriam uma coloração terrosa. Hoje esta técnica voltando a tona com nosso resgate  por tudo que é natural, orgânico e com menos impactos ambientais, afinal a industria de tecidos coloridos é responsável por um uso absurdo de água durante a fabricação, fora o uso de contaminantes.

Quero expor aqui para vocês algumas espécies que são viáveis ter em casa, em um pequeno espaço ensolarado, e podem ser usadas tanto para colorir nossas refeições como para tingir tecidos:

Cúrcuma (Curcuma longa): quem já manipulou um rizoma de cúrcuma (ou açafrão-da-terra) sabe a dificuldade de eliminar as manchas amareladas nas mãos. Um dos corantes mais potentes que podemos ter no nosso jardim. No Brasil, esta espécie e o urucum são chamadas de coloral e são amplamente usadas na culinária para dar cor àquelas comidas de coloração pálida.

Feijão-borboleta (Clitoria ternatea): planta trepadeira da família das leguminosas. Suas flores azuis dão uma infusão intensamente azulada, porém instável. Com mudança de pH, torna-se púrpura.

Hibisco (Hibiscus sabdariffa): quem nunca tomou ou viu uma infusão vermelhinha de hibisco? Ela já nos diz do seu potencial corante. Suas folhas, mas principalmente suas sépatas, são ricas em antocianinas, as quais são um tom intenso de vermelho.

Manjericão italiano roxo (Ocimum basilicum ‘Purpurascens’): suas folhas, diferentemente do manjericão-italiano comum, são apresentam antocianinas, entre outros pigmentos, os quais ofertam uma coloração entre o roxo intenso e azul. A infusão que pode variar entre o roxo-azulado e verde. No jardim, a coloração foliar é instável, pois alterações ambientais, como falta de sol, fazem suas folhas perderem o tom roxo e tornarem-se verdes.

Rabo-de-galo (Celosia argentea): de todas as espécies aqui apresentadas, talvez esta seja a menos conhecida como corante. Suas folhas e inflorescências possuem coloração que varia entre o roxo e rosa. Também é rica em antocianina e sua infusão oferece uma cor levemente rosada.

Urucum (Bixa orellana): este aqui também é forte conhecido nosso. Os índios usaram e ainda usam as sementes para tingimento da pele. Sua infusão oferece uma cor terrosa avermelhada à comidas e tecidos.


Quer aprender mais sobre o poder tintório destas plantas? Temos aqui no viveiro o curso  presencial Oficina de Impressão Botânica (16/junho) com as professoras Bia Alcantara e Beth Bacchini. Mais informações: sabordefazenda@sabordefazenda.com.br.

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Vamos presentear as mães?

 

dia das maes

 

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Temperos da panela indígena

Por Sabrina Jeha

Esse é o nome de um dos capítulos do livro História da Alimentação no Brasil, de Luís da Câmara Cascudo, historiador e antropólogo que se dedicou a estudar e sistematizar a cultura brasileira. No prefácio, ele conta que “Em dezembro de 1943, veraneando na Vila de Estremoz (RN), esquemei liricamente uma História da Alimentação no Brasil , seduzido pelo assunto que vivia esparso e diluído em mil livros.” A partir daí, todas suas vivências, prosas e leituras era material para o livro, que foi escrito entre os anos de 1962 e 1963.

O tempero essencial dos povos indígenas eram as pimentas Capsicum, eles comiam verdes ou maduras, diferentes cores e formatos com peixe e vegetais, misturada a farinha de mandioca e preparavam também o que se chamava de ijuqui  pimenta seca pilada com sal (que eles já sabiam fabricar, secando água do mar em valas).

Ao longo dos séculos XVI e XVII as cunhãs, cozinheiras das tribos, começaram a fazer como as portuguesas: usar os temperos que nasciam em suas hortas. E aí, para minha surpresa, Câmara Cascudo cita uma única erva além das pimentas: “Há uma erva que se chama nhambi, que se parece na folha com o coentro, e queima como mastruço, a qual comem os índios e os mestiços crua e temperam as panelas de seus manjares com ela.” O Nhambi, foi identificado como Eryngium foetidum aqui na Sabor de Fazenda chamamos de coentrão, mas pelo Brasil é chamado de Chicória de Caboclo, coentro de caboclo, coentro de pasto.

Pois é, todo dia, era dia do índio, mas agora ele só tem o dia 19 de abril…Baby do Brasil canta esses tristes versos, um retrato de como os povos indígenas são tratados desde a chegada dos portugueses em suas terras. O ISA, Instituto Sócio Ambiental, faz um trabalho incrível de valorização e preservação da cultura de diferentes povos indígenas e lançou o Manual dos Remédios Tradicionais Yanomami https://www.socioambiental.org/pt-br/o-isa/publicacoes/manual-dos-remedios-tradicionais-yanomami

Um lindo e extenso trabalho de pesquisa sobre os saberes de cura tradicionais desse povo.

Aqui no Sabor de Fazenda, você pode ver de perto algumas ervas que aparecem no Manual Yanomami e no livro do Câmara Cascudo e que são usadas há anos para temperar e preservar a saúde dos povos tradicionais: entre elas estão o coentrão, as pimentas malaguetas, dedo de moça, biquinho, a carqueja, o boldo indígena, gengibre, capim limão, araruta, urucum, cana do brejo.

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E viva a cultura indígena, hoje e sempre!

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